CV e afins
Para os que não me conhecem
Meu nome é Erik Nakonechnyj, mas podem me chamar de Erik Nako. Quem sou eu? Um curioso insatisfeito. Um glutão. Nasci com 4 quilos, fui obeso até os 13 e adoro comer. Sempre adorei. Mas só 20 anos depois descobri que também adorava fazer os outros comerem. Não sei se é um velho hábito de gordinho não querer engordar sozinho e, assim, tentar empanturrar o próximo para se sentir menos culpado. Talvez tenha sido a intensa convivência com as avós na fase de crescimento. Bem, não importa. Por fim, alimentar me dá tanto prazer quanto me alimentar.
Dois pães.
Novembro, 2000. Não sei se aqueles pedaços de massa assada podiam se enquadrar na categoria do pode-ser-comido-sem-conseqüências-muito-ruins-para-a-saúde, quanto mais na de pães. Publicitário de formação, minha primeira experiência na cozinha foi resultado de uma simples falta do que fazer numa noite de sábado qualquer. Até hoje não sei como um casal de namorados de 20 anos não tem o que fazer numa noite de fim de semana, mas tudo bem. Desastre. Eram 22h quando começamos a pesquisa por uma receita na internet. Uma baguete de calabresa e um de funghi, esse era o plano.
À 1h30 da manhã, começou a degustação... ou deveria dizer, o pesadelo. Se pelo menos tivéssemos ido dormir, acho que teríamos chance de sonhar. Eram dois corpos estranhos sobre a tábua de cortar. Disformes e inidentificáveis, estavam duros, secos, com uma massa trabalhada em demasia, a que não se permitiu a oportunidade, o tempo necessário de descansar e se equilibrar. Personagens da mesa/amigos para todas as horas/sobreviventes: Júlio Maia Vidal, Maria de Lourdes Fonseca (Binda) e Sabrina Valle.
O processo.
No entanto, no meio do fracasso, alguma coisa aconteceu. Desde então, comecei a promover encontros com os amigos, reuniões despropositadas, assim como deve ser, mas sempre com o propósito de cozinhar alguma coisa. No começo, festivais de pizzas, que duraram bastante tempo. Adorava (e ainda adoro fazer pizza). Juntar todo mundo em torno da mesa era um programa barato, relativamente rápido e extremamente prazeiroso.
Fui estudando e evoluindo a massa (com água, leite, cervejas), testando molhos diferentes (cozidos, crus, mais alho, louro, uma pitada de açúcar contra a acidez), pesquisando sabores (tipos queijo, de lingüiça, um pesto diferente), pensando nos instrumentos (tábuas furadas, pedra de forno, forno a lenha) para chegar a um melhor resultado.
Foi quando descobri meu interesse pela área. Eu vi que a minha diversão não estava no resultado, mas no processo.
Um companheiro.
Em 2002, fiz um curso de cozinha japonesa no Senac com meu então amigo e, posteriormente, também "sócio", Cristiano Lanna Rangel. Éramos companheiros de banda no colégio, eu, o vocalista, e ele, o baterista. Havíamos nos distanciado um pouco no começo da faculdade e felizmente encontramos um interesse em comum que nos reuniu. Passamos a fazer eventos, jantares nas casas de amigos e parentes que já não tomavam apenas algumas horas, mas um, dois dias inteiros.
Compramos facas, apetrechos e livros. Após as noitadas de sexta-feira à noite, chegávamos às 8h (já um pouco tarde) no Mercado de São Pedro, em Niterói, para encontrar os peixes frescos. Depois de um pulinho no Carrefour, para a mercearia, passávamos na Casa Vitana, ou na Mei-Jo, no Flamengo, para os produtos orientais. Cozinhar o arroz, limpar os peixes, cortar os legumes (além dos dedos!) e, enfim, preparar os sushis e sashimis. Repetimos isso não sei quantas vezes.
A partir daí, começaram as experiências. O japonês passou para tailandês, que virou espanhol, chegou na Itália, depois de uma paradinha na França, e se perdeu na Rússia. Cada aniversário (inclusive os nossos) era uma oportunidade de tentar uma coisinha, uma cozinha nova.
O dilema.
Depois da minha formatura, trabalhei dois anos em agências de publicidade e empresas de comunicação, principalmente como redator, e, em 2005, fiz meu primeiro estágio de cozinha profissional, no Carême, da talentosa, brilhante e sempre simpática Flávia Quaresma.
Comecei à noite, fazendo a assistência nas diversas aulas de culinárias dadas na escola da chef e, em seguida, abandonei meu emprego e fui passar meus dias em frente às panelas do restaurante.
Ainda dividido entre as possíveis carreiras a seguir, em 2006, fiz um trabalho temporário na Globosat, como redator de chamadas do canal Multishow, mas acabei resolvendo partir em uma viagem gastronômica. Decidi mergulhar de vez no caldeirão da culinária.
Meu nome é Erik Nakonechnyj, mas podem me chamar de Erik Nako. Quem sou eu? Um curioso insatisfeito. Um glutão. Nasci com 4 quilos, fui obeso até os 13 e adoro comer. Sempre adorei. Mas só 20 anos depois descobri que também adorava fazer os outros comerem. Não sei se é um velho hábito de gordinho não querer engordar sozinho e, assim, tentar empanturrar o próximo para se sentir menos culpado. Talvez tenha sido a intensa convivência com as avós na fase de crescimento. Bem, não importa. Por fim, alimentar me dá tanto prazer quanto me alimentar.
Dois pães.
Novembro, 2000. Não sei se aqueles pedaços de massa assada podiam se enquadrar na categoria do pode-ser-comido-sem-conseqüências-muito-ruins-para-a-saúde, quanto mais na de pães. Publicitário de formação, minha primeira experiência na cozinha foi resultado de uma simples falta do que fazer numa noite de sábado qualquer. Até hoje não sei como um casal de namorados de 20 anos não tem o que fazer numa noite de fim de semana, mas tudo bem. Desastre. Eram 22h quando começamos a pesquisa por uma receita na internet. Uma baguete de calabresa e um de funghi, esse era o plano.
À 1h30 da manhã, começou a degustação... ou deveria dizer, o pesadelo. Se pelo menos tivéssemos ido dormir, acho que teríamos chance de sonhar. Eram dois corpos estranhos sobre a tábua de cortar. Disformes e inidentificáveis, estavam duros, secos, com uma massa trabalhada em demasia, a que não se permitiu a oportunidade, o tempo necessário de descansar e se equilibrar. Personagens da mesa/amigos para todas as horas/sobreviventes: Júlio Maia Vidal, Maria de Lourdes Fonseca (Binda) e Sabrina Valle.
O processo.
No entanto, no meio do fracasso, alguma coisa aconteceu. Desde então, comecei a promover encontros com os amigos, reuniões despropositadas, assim como deve ser, mas sempre com o propósito de cozinhar alguma coisa. No começo, festivais de pizzas, que duraram bastante tempo. Adorava (e ainda adoro fazer pizza). Juntar todo mundo em torno da mesa era um programa barato, relativamente rápido e extremamente prazeiroso.
Fui estudando e evoluindo a massa (com água, leite, cervejas), testando molhos diferentes (cozidos, crus, mais alho, louro, uma pitada de açúcar contra a acidez), pesquisando sabores (tipos queijo, de lingüiça, um pesto diferente), pensando nos instrumentos (tábuas furadas, pedra de forno, forno a lenha) para chegar a um melhor resultado.
Foi quando descobri meu interesse pela área. Eu vi que a minha diversão não estava no resultado, mas no processo.
Um companheiro.
Em 2002, fiz um curso de cozinha japonesa no Senac com meu então amigo e, posteriormente, também "sócio", Cristiano Lanna Rangel. Éramos companheiros de banda no colégio, eu, o vocalista, e ele, o baterista. Havíamos nos distanciado um pouco no começo da faculdade e felizmente encontramos um interesse em comum que nos reuniu. Passamos a fazer eventos, jantares nas casas de amigos e parentes que já não tomavam apenas algumas horas, mas um, dois dias inteiros.
Compramos facas, apetrechos e livros. Após as noitadas de sexta-feira à noite, chegávamos às 8h (já um pouco tarde) no Mercado de São Pedro, em Niterói, para encontrar os peixes frescos. Depois de um pulinho no Carrefour, para a mercearia, passávamos na Casa Vitana, ou na Mei-Jo, no Flamengo, para os produtos orientais. Cozinhar o arroz, limpar os peixes, cortar os legumes (além dos dedos!) e, enfim, preparar os sushis e sashimis. Repetimos isso não sei quantas vezes.
A partir daí, começaram as experiências. O japonês passou para tailandês, que virou espanhol, chegou na Itália, depois de uma paradinha na França, e se perdeu na Rússia. Cada aniversário (inclusive os nossos) era uma oportunidade de tentar uma coisinha, uma cozinha nova.
O dilema.
Depois da minha formatura, trabalhei dois anos em agências de publicidade e empresas de comunicação, principalmente como redator, e, em 2005, fiz meu primeiro estágio de cozinha profissional, no Carême, da talentosa, brilhante e sempre simpática Flávia Quaresma.
Comecei à noite, fazendo a assistência nas diversas aulas de culinárias dadas na escola da chef e, em seguida, abandonei meu emprego e fui passar meus dias em frente às panelas do restaurante.
Ainda dividido entre as possíveis carreiras a seguir, em 2006, fiz um trabalho temporário na Globosat, como redator de chamadas do canal Multishow, mas acabei resolvendo partir em uma viagem gastronômica. Decidi mergulhar de vez no caldeirão da culinária.

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